País sem opinião
Com o feriado da Consciência Negra, o assunto do racismo tornou-se pauta para esse final de novembro (assunto efêmero).
Não entendo qual é a posição do país diante do racismo (com os afrodecendentes, mulatos e pardos).
Acabo de ler na página inicial da Folha de São Paulo com a notícia afirmando que o racismo e a desigualdade racial diminuiram no país. ÃH?
Se essa afirmação tivesse respaldo, de que serviriam as cotas raciais? Outro assunto que não entendo é a posição das pessoas em torno do assunto
(se é que existe posição para um absurdo desses). Serão seres diferentes de outros? Brancos, índios, orientais?
Todo o ser humano tem a mesma estrutura cerebral. Por que os negros, mulatos e pardos são considerados diferentes com
“vagas reservadas” em universidades? Aí está o preconceito, e só não percebe quem não quer, ou quem quer se enganar e pensar que isso é “oportunidade”. Isso é esmola e caridade. Quem determinou que só porque você não é branco, tem de ter uma cota para “especial” em universidades.
Mas sim, seriam as cotas socioeconômicas, pois para ser pobre, sem posses e sem oportunidades não existe raça. Essas atitudes hipócritas de estar de acordo com Cotas raciais, envergonham os negros que trabalham e lutam
por um lugar digno nas empresas, que todos sabem que é minoria ainda. O preconceito vem de dentro das casas. Deficiência que vem do passado, desde a época da escravidão.
Ninguém consegue apagar essa mancha suja da nação. Não serão Cotas, feriados, e propagandas com porcentagens determinadas para figurantes afrodecendentes,
que esse cenário preconceituoso irá mudar. É como ser fosse um anestésico para amenizar a discriminação que passam no resto do ano. Quando o ser humano conseguir evoluir, e tratar a diversidade étnica de um país híbrido como o Brasil,
nada dessas besteiras irão precisar ser usadas como artifícios de caridade e humildade.
Hipocrisia é a borda do fundo do poço de uma nação.
O brasileiro é contraditório, reconhece o preconceito no outro, mas não em si mesmo.
Escrito por Diana às 14h11
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